A TEORIA DE BRÁS

 


Vivi grande parte da minha infância com os meus avós. A minha avó (como quase todas) cozinhava muito bem e com grande gosto, eu passava várias horas na cozinha com ela e fui ganhando um carinho muito especial pela cozinha. Mais recentemente quando me formei em Gestão Hoteleira na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto, tive um contacto maior com a cozinha profissional e desde logo percebi que seria esse o caminho que gostava de seguir.


Neste momento quero dar aos outros aquilo que eu gosto, quer seja por vivências da minha infância, viagens, experiências ou outras influências.

Empenho-me com sentido de missão em mostrar ao mundo o nosso património gastronómico e o seu potencial, assim como a força dos nossos produtos.

Exploro com modernidade e equilíbrio quer o nosso receituário tradicional, quer a utilização preferencial dos nossos produtos genuínos de qualidade.

Gosto que isso seja evidente para quem lê uma carta assinada por mim!


 

Ao contrário do que muitas vezes pensamos, a nossa cozinha tem muito pouca expressão no exterior, não soubemos divulgar as nossas bases… Um “à Brás” pode facilmente ser uma base e nós assumimos apenas o “Bacalhau à Brás”, porque não um TOMATE RECHEADO À BRÁS? :-)
“Bulhão Pato” é associado automaticamente às amêijoas… porque não uns “Camarões à Bulhão Pato”...

Durante quase todo um século deixamos estagnar a Cozinha com raízes genuínas e dedicamo-nos a “Aportuguesar” (e mal) o Escoffier.

É tão simples como cebola, azeite, alho e louro…

O nosso gosto é fortemente influenciado pelas memórias gustativas que vêm desde a nossa infância. A nossa cozinha regional tem excelentes pratos com conjugações de sabores extraordinárias e isso deve ser um ponto de partida para a criatividade na cozinha actual.

 

Pensando em voz alta